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Uma geração que busca a glória de Deus, sendo cristã e ortodoxa

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Nilton Rodolfo fala sobre a Cruz de Cristo

Sermões do Missionário Paul Washer (em inglês)

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Carlos Eduardo: matematicod1@yahoo.com.br

Nilton Rodolfo: niltonrodolfo@hotmail.com

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Uma Flor Gloriosa


Seu amor ultrapassava sua gloriosa beleza. Sendo esta apenas um autêntico reflexo da glória de Deus, revelada em seus olhos de amor. Seu pai, oriundo de um pequeno vilarejo de Portugal, casara-se com uma jovem moça da região de Belém no Pará. tal moça distinguia-se das demais, pois vinha de uma família diferente em seu estilo de vida. tal moça costumante se chamava de "crente" e era freqüentemente chamada de "irmã".

Dessa união vieram cinco filhos, sendo quatro meninas e um menino. Estava assim, formada a a família dos Baeta em Belém, mais precisamente localizada no bairro conhecido como "Cidade velha", devido às suas casas antigas, de séculos anteriores. Esta ramificação da família situara-se dentro do surgimento do movimento pentecostal brasileiro. Neste caminho, tal família seria uma das testemunhas mais vivas dessa expansão.

Por propósito celeste, aprouve ao Senhor permitir a morte do único filho do casal, ainda em tenra idade. Sobraram apenas as moças, as quatro belas rosas, que preenchiam os assentos do então antigo Templo- Central da assembléia de Deus em Belém do Pará. Era a mais nova e bela das rosas.

Sensível, protegida e afável, ela fora a única que herdara os claros olhos do pai, o "gigante português", apelido dado devido a sua considerável altura.
A primeira rosa era mais sábia, forte e perseverante das três, casara-se cedo e cedo e constituíra família. A segunda rosa, qual nutro afeto especialíssimo, era a mais valente, corajosa e franca das irmãs( ficando, neste último quesito, um pouco abaixo da irmã mais velha).

A terceira rosa se diferenciava da segunda em apenas pequenos pontos. talvez a maior diferença não era em questões de moral e caráter, mas a cor de sua pele, que "puxara" para sua mãe. era a única morena das quatro. Apesar das inúmeras qualidades das três últimas, o autor deste artigo concentra-se na quarta rosa.

Esta foi cotejada e era cheia de beleza. Sua delicadeza e doçura destilava-se nos ambientes onde se encontrava, o que não excluía sua personalidade forte, algo característico das três. Apesar das três rosas possuírem características distintas semelhantes, o que conferia ainda mais unidade ao grupo, a última possuía o sorriso e o ânimo necessário em tempos de júbilo e em tempos trabalhosos.

Ela sempre fora uma mulher respeitável e não casara-se cedo, optando por ser uma das que mais se doava em prol de sua família. Devido a isso, fora a que também recebera grande doses de sofrimento.

Com a morte precoce do marido, as expressões de lutas mais se acentuaram em seu rosto, assim como o seu sofrimento. Tal fatores contribuíram para sua saúde e problemas no coração.

Tais empecilhos, todavia nunca a impediu de ter uma vida de oração e conhecimento da palavra do Senhor. Seu constante relacionamento com o Senhor a fortalecia diante dos desgaste físico que tinha de suportar. Sua vida de oração constitui-a-se de oração e reflexão. Muito lhe preocupara a saúde espiritual de seus sobrinhos, em especial de um, o primogênito da segunda rosa.

Após a morte da primeira rosa e juntamente com todos os obstáculos, ela permanecera como uma das irmãs mais firmes em oração, caridade e dedicação genuinamente cristã.

Com seu testemunho, ela fora instrumento de bençãos para muitos, assim como de instrução para um menino.

Tal menino crescera e, quando ainda adolescente se convertera, para alegria de sua mãe e tia, e para certo desgosto, ainda que disfarçado, do pai.
Muitos questionam qual seria a maior benção que Deus pode conceder a um ser humano depois da salvação de sua alma. Afirmo veementemente que é a salvação de outra.

Nos últimos dias de sua vida ela pôde contemplar o maior presente de sua vida: A conversão do primogênito da segunda rosa. Quando testemunhou a conversão de seu amado sobrinho, ela entoou um cântico composto recentemente. O título desse cântico ainda ecoa em minha mente: "FELICIDADE".

Poucos dias após esta noite, seu estado de saúde repentinamente se agravara. aquele que dantes era um menino conversou com ela no telefone:

- Tia, como a senhora está? se cuide, há muita gente que pode cuidar da senhora aí.

- Tá bom filho -respondera ela, com sua doce voz habitual - Eu te amo tá?

- Eu também tia - replicou aquele que já fora um menino - lhe amo demais.

Esta fora a minha última conversa que tivera com Leonor baeta, a mais delicada das irmãs de minha avó. Eu nunca me esquecerei de seu carinho e afeto não somente em tempos de paz, mas também seu apoio em tempos de tribulação e não pouco sofrimento. A mais bela das rosas partira; deixando um impacto indelével na família, amigos e irmãos em Cristo. assim como no belo hino de Frida Vingreen, a rosa de saron havia sido tirada, e foi brilhar em outro lugar

É dever de todos nós, jovens, lutarmos por tais rosas e recebermos legitimamente seus dons, com alegria, amor, firmeza e fidelidade cristã, para que seu legado seja um benigno memorial para as gerações que virão.
Este é o meu sincero desejo, pela graça de Deus. abençoados sejam todos aqueles que puderam contemplar esta mulher, abençoados sejam todos os que puderam contemplar tão belo testemunho.

Em memória de Leonor Baeta.

Victor Leonardo, o menino que ela amou.

Soli Deo Gloria.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Próximos Artigos


 - Uma Flor Gloriosa

 - TULIP: Reflexões sobre o Calvinismo ( Série)

 - Pérgamo - O perigo Iminente na igreja( Título provisório)*

 - Inimigo Meu - Reflexões sobre o amor fraternal e a amizade cristã

Falta ainda a continuação dos artigos Nilton Rodolfo e dos outros GQL, aterafados com trabalhos e estudos universitários.

Pedimos a oração dos irmãos, para que Deus abençoe essa série de artigos e outros derradeiros de 2009.

Soli Deo Gloria

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

492 anos de Reforma Protestante!!


Muito se é falado sobre a reforma, uns dizem que necessitamos de um NOVO Lutero, outros dizem que precisamos de uma NOVA reforma, mas em minha opinião estamos mesmo necessitando é relembrarmos da Reforma feita por Lutero e que foi esquecida ao longo dos anos, fazendo até mesmo em alguns momentos se reviver o que era feito e praticado pela Igreja Católica Apostólica Romana.

Para concluir, deixo abaixo 95 Teses de Lutero para relembrarmos em que consistiu a Reforma. E dizendo que necessitamos de uma REFORMA de mentes, de teologia e nos voltarmos para a CRUZ de Cristo.

Na paz de Cristo,

Carlos Eduardo

As 95 Teses de Martinho Lutero

Com um desejo ardente de trazer a verdade à luz, as seguintes teses serão defendidas em Wittenberg sob a presidência do Rev. Frei Martinho Lutero, Mestre de Artes, Mestre de Sagrada Teologia e Professor oficial da mesma. Ele, portanto, pede que todos os que não puderem estar presentes e disputar com ele verbalmente, façam-no por escrito.

Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Amém.

1. Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.

2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).

3. No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.

4. Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.

5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.

6. O papa não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoados os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações, a culpa permaneceria.

7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.

8. Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.

9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.

10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.

11. Essa cizânia de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.

12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.

13. Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.

14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais quanto menor for o amor.

15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.

16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.

17. Parece necessário, para as almas no purgatório, que o horror devesse diminuir à medida que o amor crescesse.

18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontrem fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.

19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza disso.

20. Portanto, por remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.

21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.

22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.

23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.

24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.

25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.

26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.

27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].

28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.

29. E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas, como na história contada a respeito de São Severino e São Pascoal?

30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.

31. Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.

32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.

33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Ele.

34. Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.

35. Os que ensinam que a contrição não é necessária para obter redenção ou indulgência, estão pregando doutrinas incompatíveis com o cristão.

36. Qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissão plena tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem uma carta de indulgência.

37. Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem carta de indulgência.

38. Contudo, o perdão distribuído pelo papa não deve ser desprezado, pois – como disse – é uma declaração da remissão divina.

39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar simultaneamente perante o povo a liberalidade de indulgências e a verdadeira contrição.

40. A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, ou pelo menos dá ocasião para tanto.

41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.

42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.

43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.

44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.

45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.

46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.

47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.

48. Deve ensinar-se aos cristãos que, ao conceder perdões, o papa tem mais desejo (assim como tem mais necessidade) de oração devota em seu favor do que do dinheiro que se está pronto a pagar.

49. Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.

50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto – como é seu dever – a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extorquem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.

52. Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.

53. São inimigos de Cristo e do Papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.

54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.

55. A atitude do Papa necessariamente é: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.

56. Os tesouros da Igreja, a partir dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.

57. É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.

58. Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.

59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.

60. É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem estes tesouros.

61. Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos especiais, o poder do papa por si só é suficiente.

62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.

63. Mas este tesouro é certamente o mais odiado, pois faz com que os primeiros sejam os últimos.

64. Em contrapartida, o tesouro das indulgências é certamente o mais benquisto, pois faz dos últimos os primeiros.

65. Portanto, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.

66. Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.

67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tais, na medida em que dão boa renda.

68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade da cruz.

69. Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.

70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos pelo papa.

71. Seja excomungado e amaldiçoado quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.

72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.

73. Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,

74. muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram fraudar a santa caridade e verdade.

75. A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes a ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.

76. Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados venais no que se refere à sua culpa.

77. A afirmação de que nem mesmo São Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o Papa.

78. Dizemos contra isto que qualquer papa, mesmo São Pedro, tem maiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as graças da administração (ou da cura), etc., como está escrito em I.Coríntios XII.

79. É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insigneamente erguida, eqüivale à cruz de Cristo.

80. Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes sermões sejam difundidos entre o povo.

81. Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil nem para os homens doutos defender a dignidade do papa contra calúnias ou questões, sem dúvida argutas, dos leigos.

82. Por exemplo: Por que o papa não esvazia o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas – o que seria a mais justa de todas as causas –, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica – que é uma causa tão insignificante?

83. Do mesmo modo: Por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?

84. Do mesmo modo: Que nova piedade de Deus e do papa é essa que, por causa do dinheiro, permite ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, mas não a redime por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta por amor gratuito?

85. Do mesmo modo: Por que os cânones penitenciais – de fato e por desuso já há muito revogados e mortos – ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?

86. Do mesmo modo: Por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos ricos mais crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?

87. Do mesmo modo: O que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à plena remissão e participação?

88. Do mesmo modo: Que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações cem vezes ao dia a qualquer dos fiéis?

89. Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências, outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?

90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e fazer os cristãos infelizes.

91. Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.

92. Portanto, fora com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo "Paz, paz!" sem que haja paz!

93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz!

94. Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno.

95. E que confiem entrar no céu antes passando por muitas tribulações do que por meio da confiança da paz.



[1517 A.D.]

sábado, 31 de outubro de 2009

As Cinco Solas da Igreja Pós-Moderna

1. Somente o Poder

2. Somente o Dinheiro

3. Somente a Fama

4. Somente o Crescimento

5. Somente a Tradição

Esse é um retrato cada vez maior dentro da igreja evangélica atual. Todavia, cabe ressaltar que, mesmo diante das mazelas, corrupção e ingnorância da Palavra do Senhor (as quais devem ser duramente combatidas), O Senhor sabem quais são os seus e durante esses anos ainda jovens de ministério, posso a cada dia comprovar:

"Também deixei ficar em Israel sete mil: Todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda a boca que não o beijou" ( 1 Rs 19:18) .

A luta continua, os reformadores entenderam, mais do que ninguém, o que era combater o bom combate da fé. Que possamos ter em mente a memória e o belo testemunho desses grandes homens, que desafiaram a cultura, a religiosidade e os costumes de seu tempo.  Na foto abaixo, eis aí alguns deles:

Os Nomes: Martinho Lutero, João Calvino, Jonathan Edwards e William Tyndale.

Soli Deo Gloria

Obs: Artigo extraído e adaptado do blog do pastor Altair Germano

 

A Reforma, o [Novo] Cativeiro babilônico e os crentes atuais


Não há dúvidas que o movimento reformista, que celebra aniversário neste 31 de outubro, que teve início e estopim com o padre agostiniano Martinho Lutero, alcançou dimensões inimagináveis. Tal fato se deve, por certo, à ação miraculosa de Deus Glorificando o seu Nome e restaurando Sua Palavra no seio da igreja.

Outro fator importante que podemos classificar, sem sombra de dúvida, é que o movimento protestante também fora um movimento literário. Dentre os quais se destaca a obra Do Cativeiro Babilônico da Igreja, escrito por Lutero.

Utilizando uma linguagem polêmica, inteligente, além de irônica, tal livro revela Lutero como um firme defensor das doutrina evangélica, apegado as Sagradas Escrituras e a suficiência da obra realizada por Cristo na cruz do calvário.

Com sua pena, todos os argumentos erigidos por séculos da tradição Romana vêem desmoronam-se sobre o Senhorio de Cristo. Aristóteles, assim como vários conceitos da teologia escolástica são duramente criticados ( e com grande dose de razão), o conceito de transubstanciação é aniquilado pelo reformador alemão. Lutero é implacável também com os abusos, negligência e ignorância nos atos realizados pelo clero católico, chega inclusive. a utilizar termos polêmicos como "cloaca malcheirosa" e pede perdão aos leitores mais simples por ter que remover a grande quantidade de "esterco" despejado pela organização dominante.

Para Lutero, o culto católico de nada servia para a edificação e glória do corpo de Cristo - a expressão "laicato" é deplorada em todo o decorrer de seus argumentos.

Tal livro é leitura praticamente obrigatória para os crentes atuais. Cabe também fazer a pergunta. Estaria o corpo de Cristo entrando em um novo tipo de cativeiro? Dessa vez pior e quase imperceptível pela nova geração de jovens crentes, ditos "adoradores"? Até que ponto a luta, os sofrimentos e o testemunho de homens como Lutero, Calvino, Bunyan e Spurgeon influenciam a vida dos crentes hoje? em especial a dos mais novos?

Numa igreja cercada de pop-stars como Benny Him e Jorge Tadeu. o brado de Lutero e o lema da reforma, o Sola Scriptura se faz cada vez mais urgente e necessário para todos nós.


Soli Deo Gloria

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Consagração à Diácono



Pela graça de Deus, é com muita felicidade que divulgo neste espaço a notícia da consagração de Nilton Rodolfo à diácono, ocorrida a alguns dias atrás.

Por certo, Nilton iria preferir que tal nota não saía, devido ao seu caráter e e discrição cristã. Todavia, sendo eu testemunha dos anos de serviço prestados fielmente à assembléia de Deus, quer seja na área da música, pregação e visitação( algo que o acompanha desde quando o conheci, na época um adolescente) praticamente me obrigaram a escrever tal fato importantíssimo na vida de Nilton, não somente na sua, mas também na vida de seus familiares, amigos e irmãos em Cristo. mais prazeroso ainda é ver o irmão caçula da GQL crescer cada vez mais na graça e no conhecimento de Nosso Senhor e salvador Jesus Cristo.

"Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo que também habita em ti" (2 Tm 1:5)

As palavras do apóstolo, inspiradas pelo Santo Espírito, também se aplicam a você, meu amado amigo e irmão em Cristo Jesus. Que possamos continuar continuando a firme caminhada cristã que nos leva à pátria celeste, para a glória do Nome do Senhor.

Que você possa também exercer tal belo ministério não com espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação (2 Tm 1:7)

Deus seja Louvado!

Soli Deo Gloria


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

É Simples Assim...

"Essa Obra não é para covardes. pode ser para homens selvagens e tolos mas não é para covardes "

Paul Washer, Pregando acerca do ministério pastoral.


Assista o vídeo:

terça-feira, 20 de outubro de 2009

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